terça-feira, 19 de maio de 2009

Briga pela fortuna de Knut


Glamour à parte, vida de mega-estrela pode ser mesmo dura. E Knut, o urso polar mais famoso do planeta, parece endossar essa regra: foi rejeitado pela mãe, Tosca, quando bebê. Seu irmão gêmeo morreu quatro dias após o nascimento. Ativistas ecológicos queriam que ele fosse sacrificado. Foi criado por um “pai” adotivo humano, Thomas Dörflein, ficando “órfão” pela segunda vez quando o tratador morreu inesperadamente, com apenas 44 anos de idade, em decorrência de um infarto, no final de setembro do ano passado. Vive até hoje solteiro e sozinho num próprio cercado. E como se esses dramas fossem poucos, os diretores dos zoológicos de Neumünster, em Schleswig-Holstein, e Berlim resolveram atracar os bigodes na justiça, nessa terça-feira, pelos presumíveis milhões de euros que ele já rendeu às bilheterias do zoo berlinense. Mas quanto é ao certo ninguém sabe.



Knut já nasceu uma sensação, pois foi o primeiro urso polar, em 33 anos, a sobreviver no zoológico de Berlim. E não apenas isso: é também o primeiro a sobreviver, nos 160 anos de história do parque, mesmo tendo sido rejeitado pela mãe e criado na mamadeira. Ainda por cima, mal abriu as pestanas para esse mundo e já foi transformado em mascote oficial contra o aquecimento global. Tanto título rendeu-lhe fama: desde que foi apresentado oficialmente à imprensa internacional e ao público, na primavera de 2007, conquistou o coração de todos. Foi fotografado por Annie Leibovitz, virou manchete de jornais e revistas em todo o planeta, trouxe uma visitação recorde ao zoo e com ela e a venda de vários produtos em seu nome... os milhões de euros para o cofre.



E por que o imbróglio com Neumünster? Explico. Esse parque emprestou ao zoo de Berlim o pai de Knut, Lars (ele nem sempre dorme em cima da namorada, senão Knut não estaria aí). Os filhotes ímpares do reprodutor, pelo contrato, também pertencem ao parque (no caso, Knut, que é filho único); os filhotes pares pertencem a Berlim. O zoo de Neumünster não tem muito interesse de ficar com o urso por não oferecer espaço suficiente. Mas dinheiro é sempre bem-vindo. E o processo se transformou numa batalha de preços e pechinchas. O diretor do zoo de Berlim, Bernhard Blaszkiewitz, falou anteriormente de maneira pouco diplomática: “eles recebem alguns pinguins - e o caso fica resolvido”. Não funcionou. Disse agora: “350 mil euros – e nenhum centavo mais”. Essa proposta também foi rejeitada. O diretor de Neumünster, Peter Drüwa, queria no início 700 mil euros e baixou o valor para 500 mil. Mas não obteve sucesso, a quantia foi considerada alta demais. E o impasse continua. Até o dia 13 de julho eles têm que entar em acordo por uma soma, caso contrário, a decisão na justiça vai ser no dia 1. de setembro. Vamos aguardar.

Fotos: Internet

2 ♫ abriram o bico ♫:

Denise disse...

Triste
Vivo em um pais onde algumas crianças dariam a vida para ter quem brigasse por elas.
É ,vivemos mesmo num mundo onde valores estão de cabeça para baixo,onde não ha respeito a natureza e os seres q vivem nela.

depois reclamam para onde o mundo vai.

triste novamente.

adorei vir aqui

beijo

Zilma disse...

Oi, Denise

Muita coisa anda mesmo errada nesse mundo. A briga, no caso de Knut, é de interesse puramente financeiro. O urso foi e é ainda um sucesso de público e de vendas. E os dois diretores dos zoos engalfinham-se pelos cifrões.
Bom saber que você passou por aqui e que gostou do blog. Beijo.