segunda-feira, 25 de maio de 2009

Refletindo com o hidrogênio


E pensar que tudo que existe nesse Universo começou com o átomo mais simples e mais “humilde” de todos: o átomo de hidrogênio. Apenas 1 próton, 1 elétron – e a maravilhosa capacidade de transmutar-se no tempo e no espaço, sob a batuta das leis naturais. Hoje, embora raro no nosso planeta, ele é responsável por 75 por cento de toda massa elementar existente no Cosmo.

Vou tentar fazer a tradução de um pequeno trecho do livro “Im Anfang war der Wasserstoff" (No Início era o Hidrogênio), de Hoimar v. Ditfurth:


“Tudo começou com o hidrogênio. Insondáveis possibilidades, no entanto, são inerentes a esse átomo. Existia o Espaço, existia o Tempo e existiam as Leis Naturais. E a mais admirável de todas as realidades desse extraordinário Universo, é que essas condições tenham sido suficientes para sujeitar o hidrogênio a um sucessivo processo de transformação, do qual, com o decorrer do tempo, resultou tudo o que percebemos ao nosso redor, inclusive nós mesmos. Que essa, por comparação, tão maravilhosamente modesta proposição das condições iniciais – hidrogênio mais tempo mais espaço mais leis naturais – tenha sido suficiente para fazer surgir todo o Universo, é a mais fundamental e comovente descoberta até agora da Ciência. Que esse início foi possível é o maior de todos os mistérios.


A história do Universo é a história do desdobramento do que estava forjado nesse início. As Ciências Naturais são possíveis porque tudo que aconteceu desde então teve origem nas alternações que, desde o princípio dos tempos, vêm transcorrendo entre o hidrogênio e todos os múltiplos produtos de sua transformação, sob a influência das leis naturais, no tempo e no espaço. A Ciência pode, portanto, tomar conhecimento dessas transformações e reconstruí-la hoje passo a passo, porque elas estão sujeitas a regras bem definidas.


Como porém essas regras são estabelecidas, por que elas são assim e não de outra maneira, e como pode ser que um átomo de tão fácil composição, como o do hidrogênio, tenha a capacidade de conter em si mesmo todo o Universo, a essas perguntas a Ciência não pode mais oferecer uma resposta. (...) Aqui a Ciência depara-se concretamente com um ponto intrínsico do Universo que é por princípio inexplicável. O átomo de hidrogênio e as leis naturais não são mais objetos da ciência. São, ditos de modo imparcial, sinais evidentes de que o nosso Universo possui uma origem que não pode ter sido nele próprio.”


Deveríamos refletir com a extraordinária capacidade do átomo de hidrogênio. Todos nós, brancos, pretos, amarelos, vermelhos, misturados, ricos ou pobres, viemos dessa mesma unidade. Somos, literalmente, “filhos do universo, irmãos das estrelas e árvores”, como já aprendemos nos versos da Desiderata - como graduações de cores e formas de um espetacular arco-íris. Esse planeta pertence A TODOS NÓS - aos animais e vegetais, inclusive. É importante, portanto, desenvolver o respeito pela VIDA – nas suas miríades interpretações. E que esse respeito nos leve a firmar um compromisso individual de preservação. Todos nós somos responsáveis pelo bem-estar de um fragmento desse Universo!!!

Imagens: Internet

P.S.: Tentei colocar o link que preparei com o texto em alemão, mas não consegui. Fico devendo essa a vocês.

0 ♫ abriram o bico ♫: