
Berlim não tem mar, mas com um certo jeitinho vai compensando a falta. E isso é possível porque a cidade é rica em água – além dos rios, como o Spree e o Havel, possue vários lagos (Wannsee, Tegelersee, Schachtensee, etc.), fora inúmeros canais. Em se tratando de lago, o Wannsee é o mais famoso deles, pois é a “praia oficial” daqui. Mas os berlinenses gostam de frequentar também as piscinas públicas, e algumas, com o tempo, metamorfosearam-se em verdadeiros oáses de lazer, com ondas artificiais e outros confortos.

Há alguns anos, porém, o cenário vem ganhando uma nova “cultura litorânea”. Agora “in” mesmo é espichar-se para curtir um pouco o ócio, descansar as pernas cansadas e esquentar os ossos ao sol (quando tem sol) numa praia artificial ou num “Strandbar” – os barzinhos de praia, como são conhecidos os estabelecimentos à beira do Spree, entre o Reichstag (o parlamento alemão), a Ilha do Museus (um conglomerado de 5 importantes museus) ou o East-Side-Gallery(um longo pedaço de mais de um quilômetro do Muro de Berlim, pertinho de Mitte).

Parafraseando às avessas Djavan, não “é azul”, nem “é mar”, mas assim mesmo é bom. A “orla” daqui é uma área de 5 mil m² repleta de espriguiçadeiras, cadeiras de praia, palmeiras e cabanas de bambu, enfim, um ambiente bastante convidativo pra quem está ou quer se sentir de férias. Detalhe: com 100 toneladas de areia à caráter, fininha, clarinha, a pessoa pode afundar os pés como se estivesse numa praia. Com a diferença de que não percisa ir de biquini ou calção de banho, mas com roupa normal, não se pode entrar na água em todo canto e as palmeiras estão espetadas dentro de caqueiras.

Para compensar, por outro lado, pode-se degustar uma comidinha gostosa ou um cocktail exótico, tudo vendido no local, mas sem aquela gritaria de feira do nosso litoral e com os preços beeem mais salgados: uma caipirinha pode chegar a 7 euros, uma salsicha assada com salata, até 3 euros, uma baguette ou um croissants, cerca de 2,50 e a partir desse preço são também as garrafas (pequenas) de 0,3 litros de cerveja. Para quem é hiper-ativo e não aguenta o não-fazer-nada-da-contemplação, é só ir mexer todos os músculos e ossinhos do corpo, sem problema, num vôlei, handebol, tênis ou futebol de praia ou mesmo num Beachminton (idêntico ao vôlei de praia). Opções não faltam. Depois de escolher o esporte, o livro ou puxar o amigo, a "onda" é ir se refestelar nos variados lugares, quase todos com entrada grátis, da “orla” berlinense. Não se pode se queixar de aborrecimento nesta cidade.

Parafraseando às avessas Djavan, não “é azul”, nem “é mar”, mas assim mesmo é bom. A “orla” daqui é uma área de 5 mil m² repleta de espriguiçadeiras, cadeiras de praia, palmeiras e cabanas de bambu, enfim, um ambiente bastante convidativo pra quem está ou quer se sentir de férias. Detalhe: com 100 toneladas de areia à caráter, fininha, clarinha, a pessoa pode afundar os pés como se estivesse numa praia. Com a diferença de que não percisa ir de biquini ou calção de banho, mas com roupa normal, não se pode entrar na água em todo canto e as palmeiras estão espetadas dentro de caqueiras.

Para compensar, por outro lado, pode-se degustar uma comidinha gostosa ou um cocktail exótico, tudo vendido no local, mas sem aquela gritaria de feira do nosso litoral e com os preços beeem mais salgados: uma caipirinha pode chegar a 7 euros, uma salsicha assada com salata, até 3 euros, uma baguette ou um croissants, cerca de 2,50 e a partir desse preço são também as garrafas (pequenas) de 0,3 litros de cerveja. Para quem é hiper-ativo e não aguenta o não-fazer-nada-da-contemplação, é só ir mexer todos os músculos e ossinhos do corpo, sem problema, num vôlei, handebol, tênis ou futebol de praia ou mesmo num Beachminton (idêntico ao vôlei de praia). Opções não faltam. Depois de escolher o esporte, o livro ou puxar o amigo, a "onda" é ir se refestelar nos variados lugares, quase todos com entrada grátis, da “orla” berlinense. Não se pode se queixar de aborrecimento nesta cidade.
Fotos: internet.
1ª - o rio Spree. 2ª - de Uwe Steinert: a "praia" de Berlim - o Wannsee. 3ª Tropical Island - um parque aquático. Todas as outras são imagens que peguei na internet dos "Strandbar" - os barzinhos com ambiente praieiro.
4 ♫ abriram o bico ♫:
Olá Zilma! Senti um pouco de inveja dessas praias artificiais, sei que é contraditório uma pessoa morar em um país com 8 mil quilômetros de praia, sentir inveja de praias artificiais mas eu explico. Brasília também não tem praia - como você sabe - e, há alguns anos, criaram uma piscina com ondas que teve uma vida muito curta, então nos resta o lago que é artificial também, mas continua majestoso no seu papel de umidificar uma cidade que enfrentará clima de deserto nos próximos 3 ou 4 meses. O problema é que o "poder político" construiu várias mansões em sua orla e ficou pouco espaço para os pobres mortais curtirem suas águas. Como você pode ver, não temos muitas opções por aqui a não ser os clubes, por isso a inveja. Beijos
Oi Zilma!
Por aquí chove muuuuiiiito! A cidade do Recife se desmancha e se dissolve. Praia, só para os tubarões. Ruas alagadas, transito caótico e muita umidade.
Fiquei com um pouquinho de inveja do seu verão. Aproveite que em dezembro eu atiçarei suas saudades. beijos!
Oi, Thati
E como foram as sua festas juninas? Inveja tenho eu de vocês, que podem comer canjica e pamonha, acompanhadas de queijo coalho assado. Para a vontade de conhecer "as praias" berlinenses, a gente dá um jeito: quando você vier por aqui, podemos frequentá-las até você enjoar. Mas venha num período mais quentinho, viu? Senão vamos virar dois pinguins congelados. Beijos
Oi, Fred
Se eu lhe contar como está sendo o meu verão, você vai parar de ter inveja dele imediatamente. Mas, sinceramente, não sei o que é pior, se a chuva que tudo alaga por aí ou o calor acima dos trinta graus, que tudo derrete por aqui, nessa terra eternamente despreparada para enfrentar esses "abusos" do termômetro. De ontem para cá deu uma refrescada e eu pude desligar o ventilador que estava há dias em função. Agora é rezar para que o termômetro não despenque do outro lado e a gente não comece a bater o queixo de frio. Beijos.
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