segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O relâmpago humano


O Estádio Olímpico de Berlim, no bairro de Charlottenburg-Wilmersdorf, não tinha esgotado a venda dos ingressos nesse quente domingo de alto verão. Estava cheio, mas não lotado. Muitos preferiram aproveitar o dia de férias e de bom tempo, que fora especialmente ensolarado, com outras atividades: espichar-se nos parques e piscinas públicas, dar um longo passeio de bicicleta ou tomar um sorvete caprichado. Enquanto isso, no estádio, o clima era de expectativa, vibração e festa. Tanto, que houve um atraso no início da esperada corrida final de 100 metros, porque alguns atletas chamaram para si a atenção do público, ocasionando com isso um certo tumulto – e eles precisavam de toda a concentração para a prova.


Foi dada a largada. Na pista, duas estrelas cotadas como prováveis vencedores: o jamaicano Usain Bolt e seu concorrente, o americano Tyson Gay. Por um curto espaço de tempo os espectadores foram mantidos em suspense, mas Bolt não só tomou logo a dianteira, como terminou a prova com um número mágico: 9,58 segundos – simplesmente!!! O que é isso, minha gente???!!! Não foi só a quebra do próprio recorde. Usain Bolt estava oferecendo para o mundo quase a comprovação da materialização de um milagre. Uma cronometragem fabulosa, um conto de fadas em forma de velocidade, um relâmpago humano. Ele já era e continua sendo o homem mais rápido do planeta.


O público presente ficou pasmo com o resultado da corrida – e só podia vibrar, aplaudir e balançar a cabeça pela incredulidade da marcação, deixando o estádio aos poucos, com aquela sensação de quem acabara de ver, mais uma vez, a História ser escrita ali na frente. Só que agora numa página de esporte, pelos pés de um corredor super veloz, no Mundial de Atletismo de 2009. Ou será que ele fez a todos de bobo? O resultado foi tão espetacular que deixa um espaço para a dúvida. É possível mesmo alguém ser tão rápido? Bolt, até o momento, prova que sim. Em segundo lugar, com 9,71 segundos, ficou o americano Tyson Gay e em terceiro, com 9,84 segundos foi outro jamaicano, Asafa Powell. Depois da prova, já por volta da meia noite, o ônibus que transportava Bolt parou no Mc Donalds da Kudamm, a famosa avenida de Berlim-Oeste – quase em frente à Igreja da Memória –, para que dois assistentes pudessem comprar comida para o atleta.

fotos: 1ª, dpa - o jamaicano Usain Bolt e o americano Tyson Gay; 2ª, ddp - Bolt sendo fotografado após a vitória; 3ª, Blecher - o Mc Donald's da Kudamm.

2 ♫ abriram o bico ♫:

Tathi disse...

Olá Zilma,
Isso é que é velocidade hein! o resto é conversa.
Beijos.

Zilma disse...

Pois é, Tathi, o homem "voa". É um relâmapago humano, com certeza. Beijos.