
O brilho de Berlim no zênite da admiração internacional deu uma intensificada. A cidade acaba de ser agraciada com o prêmio espanhol “Príncipe de Astúrias”, por ocasião dos 20 anos da queda do Muro. E foi justamente a revolução pacífica, que culminou no dia 9 de novembro de 1989 com a queda do Muro e a posterior unificação alemã, o motivo do prêmio. Segundo o júri, com isso são reverenciadas todas as pessoas que perderam a vida ou a liberdade nas fronteiras que separavam a Alemanha Oriental da Ocidental, bem como a população de um modo geral, que depois do fim da divisão conseguiu formar uma sociedade aberta, amistosa e creativa. O prêmio, que será entregue em outubro, vem dotado com um cheque no valor de 50 mil euros.
Os espanhóis admiram Berlim ─ para a maioria, uma cidade fascinante, mágica, moderna. Berlim é quase do tamanho de Madri, as duas cidades são capitais dos seus respectivos países ─ e aqui acaba a semelhança. Enquanto em Madri as coisas funcionam e ela é o motor econômico da Espanha, sem perder um certo charme provinciano, Berlim sofre com suas indigestões, a última é o grave entupimento das ruas provocado pelo caos nos metrôs de superfície. A cidade é caótica e destrambelhada, sem dúvida, mas conseguiu dar o salto para o superlativo e se posicionar como uma grande metrópole mundial, admirada e venerada internacionalmente. E Berlim é isso: uma cidade bela, moderna, cosmopolita, mágica, apesar dos inúmeros defeitos. O prêmio veio coroar o óbvio.Fotos: 1ª (dpa), 9 de novembro de 1989, comemoração popular da queda do Muro. 2ª (internet), uma imagem de Berlim.
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