
Há meses o legista Michael Tsokos, chefe do Departamento de Medicina Legal de Berlim, procura incansavelmente por uma prova de DNA de Rosa Luxemburgo, mas até agora sem sucesso. Ele precisa da prova para esclarecer se a defunta exposta e meio esquecida numa vitrine do porão do instituto é mesmo o corpo da famosa líder comunista, morta por paramilitares em 1919. Na esperança de agilizar o desfecho da história, Tsokos levou o caso ao conhecimento público. Desde então, mais de cem pessoas o contactaram com possíveis indícios e o legista já conseguiu averiguar a metade deles, porém nenhum foi verossímel. A busca continua improdutiva.

Uma pista quente ofereceu o herbário de Rosa, 18 cadernos guardados dentro de uma caixinha azul no Arquivo Central de Varsóvia, na Polônia, desde que foi doado, no final da década de 70, de uma coleção privada americana. E foi para lá que Tsoko se mandou em junho deste ano, a fim de recolher mostras de DNA entre as folhas e flores primorosamente colodas e documentadas nas páginas. Voltou para Berlim com quase 40 vidrinhos de material recolhido. Depois de semanas e semanas aguardando o resultado de todos os exames feitos por especialistas do setor de microbiologia do Departamento de Genética Forense, teve finalmente a esperada resposta. E ela foi decepcionante.

Os vestígios que Tsokos recolheu cuidadosamente do herbário são comprovadamente de origem masculina (quer dizer, deixados ali, durante todo esse tempo, por homens) e já por isso não podem ser comparados com o perfil do DNA da defunta do porão. Mas vem pior: nem sequer a prova do DNA de uma suposta sobrinha da líder, que vive em Vilnius, na Lituânia, e tem 95 anos, não vai ajudar na solução do caso. Segundo os peritos, esse parentesco já está muito distante e daria uma probabilidade de acerto de apenas 60%, muito abaixo portanto dos 99,9% exigidos por uma base científica.

Michael Tsokos continua esperançoso de algum dia topar com uma prova decisiva. Talvez alguém, que tenha uma roupa original de Rosa Luxemburgo guardada no sótão da casa (depois de 90 anos, vejam só!) – onde possa ser encontrado ainda, com muita sorte, um cabelo ou uma minúscula camada de pele –, dê notícias no futuro. Seria o detalhe que poderia fazer toda a diferença. Mas tão possível de acontecer como acertar sozinho a Mega-Sena. Até lá, Tsokos vai ter que provar é que tem muuuuuuiiiiiiiiiitaaaaaa paciência para esperar. São os ossos do seu ofício.
Mais sobre o assunto, na postagem de junho "O cadáver do Charité":
http://www.berlinistin.com/2009/06/o-cadaver-do-charite.html
Fotos: Rosa Luxemburgo, todas da internet.
6 ♫ abriram o bico ♫:
Fato curioso...
Estive rapidamente em Berlim há três anos, quando fiz um pequeno giro pela Europa. Gostei muito da cidade.
Seu blog está ótimo! Voltarei!
Cara, que hitória bolada. Vou fazer um trabalho sobre ela na escola, valeu pelo post.
Teu blog é muito bom, sempre acompanho os teus posts.
Antes que me esqueça, eu sou tua prima. Eeeh!!! Você me conhece, mas não deve lembrar. Sou irmã de Charles,Alessandro e Cristiano.
Bjs!!!
Esse post fez lembrar do site em que colaboro.
Se tem curiosidade sobre "Campos Santos" acesse:
www.http://fotolog.terra.com.br/cemiterio
Também gosto do seu blog, Zilma.
Beijos mil!!!
Muito obrigada pelo elogio ao blog, Vera. Volte sempre!
Oi, Milly, minha prima!
Que bom saber que você passou por aqui. Mais ainda: que gosta do blog e até o usa para trabalhos na escola! Nossa, que honra! Bjs!!!
Oi, Giane!
Vou lá no site que você indicou. Obrigada pela força. Beijos!!!
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