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quarta-feira, 29 de julho de 2009

A semana por aqui


Essa foto tão convidativa mostra como está sendo divertido esperar pelo metro de superfície aqui em Berlim. Por sorte, é o período de férias e muitos estão na Espanha, Itália, França, etc., evitando, com isso, o caos absoluto no sistema de transporte coletivo. Mas a longa espera e os vagões lotados têm custado um monte de nervos. Principalmente com a gangorra meteorológica dos últimos dias. Até sábado parecia que tinha uma torneira quebrada no céu, pois estava chovendo constantemente, inclusive com granizo. Agora, os anjinhos decidiram assar bolo novamente e o calorzão já se faz sentir.


Além disso, subiu de 7 para mais de 130 o número de pessoas infectadas pelo vírus H1N1 (a gripe suína) na cidade. E 10 novos casos engrossam as cifras diariamente. Já são cerca de 4500 pessoas na Alemanha, até o momento. A Secretaria de Saúde está preparando uma vacinação em massa a partir do final de setembro. Mas a discussão agora é de quem vai bancar as despesas. Os administradores da Previdência Social já estão trombeteando que ela não vai poder arcar sozinha com os custos. Isso promete...





E Berlim vai vivendo solta os seus dias de luz e sombra. Na mira dos holofotes, teve uma lista de celebridades desfilando pela cidade. Karl Lagerfeld (com os modelos Baptiste Giabiconi e Claudia Schiffer), que veio fazer um ensaio fotográfico para a Vogue. Quentin Tarantino e Brad Pitt, que chegaram para a premiere do filme Inglourious Basterds. Britney Spears, com a apresentação única no país de sua turnê mundial do show “Circus” – e que foi clicada pelas ruas da cidade fazendo compras e sentada num café.


Ainda bem que essa constelação de famosos comportou-se bem, sem curto-circuito. As faíscas foram produzidas por dois outros “astros” no zoológico, sem um pingo de disposição de dividir o mesmo palco: um macaco (gibão) e um ganso. Esse galã de penas decidiu, sem pedir autorização, invadir o território do artista primata – e as penas voaram, literalmente.

E eu estou com uma preguiça terrível de postar. Vou entrar de férias por uns dias.

Fotos:
(de Günter Peters), a situação do metro de superfície em Berlim;
(internet);
(de Michael Brunner): com Christiane Arp, a chefe de redação da "Vogue" alemã, Karl Lagerfeld e os modelos Baptiste Giabiconi e Claudia Schiffer;
(da wenn.com), Karl Lagerfeld e fãs;
(Reuters): Til Schweiger, Brad Pitt, Diane Kruger, Quentin Tarantino, Melanie Laurent e Christoph Walz, na premiere de Inglourious Basterds;
(ddp) Brad Pitt e fãs;
(de Ben Vogt) Britney Spears fazendo compras;
(de Sven Meissner) Britney Spears num café berlinense;
e 10ª (bild.de), a encrenca no zoo.

domingo, 26 de julho de 2009

Um jazz espiritual


Berlim é uma metrópole que, como todo mundo sabe, oferece um leque incrivelmente rico e variado em eventos culturais. E tem opções para todos os bolsos, sem precisar perder necessariamente em qualidade. Aqui, também é possível alguém se divertir tendo em vista o somatório simpático daqueles três famosos “bs”: bom, bastante, barato (divertir-se bastante, num bom espetáculo, de forma barata).


Um exemplo disso está sendo oferecido todas as sextas-feiras pela Comunidade Evangélica, na Igreja da Memória, no bairro de Charlottenburg, até o dia 11 de setembro: uma série de 10 concertos de jazz inteiramente grátis, a partir das 22 horas, intitulado “In Spirit”. E, em diálogo com a música, os teológos fazem reflexões com temas como “Liberdade” ou “Tempo”. Para quem gosta de boa música, da acústica peculiar das igrejas e de combinar tudo isso visitando monumentos históricos de peso, é uma opção tentadora ─ e, só na primeira noite, o evento atraiu cerca de 270 pessoas.


Antes, porém, é importante consultar o seviço de meteorologia, não esquecer o guarda-chuva e, mesmo assim, rezar com fé, pedindo aos anjinhos para fecharem a torneira que eles gostam de deixar aberta no final-de-semana. Porque sair de casa e enfrentar logo um toró, ser castigado por relâmpagos e granizos e chegar ao local do concerto meio encharcado, pode estragar o ânimo de qualquer um. Com ou sem ladainha. E aí, não tem santo mais que dê jeito.



Fotos: (todas da internet): 1ª a Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis-Kirche (o nome completo da Igreja da Memória em alemão); 2ª o altar da igreja; 3ª cartaz oficial do evento.

Vídeo do evento: You Tube. Uma improvisação do "Da Pacem Domine" pelo grupo Cyminology.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Uma dama falsificada?


Este é o busto de Hatshepsut e, ao lado do de Nefertiti, uma das peças mais importantes do Museu Egípcio de Berlim, que agora se encontra no Novo Museu, na Ilha dos Museus, em Mitte. Essa senhora de barba postiça foi a primeira mulher a reger sobre o Reino do Nilo, há 3500 anos, numa façanha comparável somente com a de Cleópatra. A barba foi um artifício utilizado por ela para poder ser aceita como faraó pelo clero e pela sociedade egípcia, que, apesar de liberais para a época, não admitiam regentes femininos. O seu genro (bom genro!) Tutmés III, quando chegou ao poder, mandou destruir todas as representações e esculturas da sogra amada. Praticamente não sobrou nada dela e por isso esse busto é tido como muito especial, por ser um exemplar extremamente raro.


O museu egípcio berlinense pagou 1 milhão de marco, em 1986, pela peça e desde então a ostenta para o público com grande e merecido orgulho. A cabeça, que não chega a ter 17 centímetros de altura, realmente impressiona, principalmente quando se leva em conta o valor histórico da personalidade que ela representa. Pois bem, isso agora começou a vacilar. É que peritos da Universidade Técnica de Berlim (a TU), declararam à revista Spiegel (Nr. 30, de 20 de julho de 2009) que duvidam da autenticidade do busto de Hatschepsut. Eles afirmam que a peça, oficialmente dada como granito amarronzado, foi trabalhada na verdade numa rocha rica em magnesita-siderita – e nenhum outro busto da região do Nilo foi feito com este material.


Os técnicos da universidade analisaram os fragmentos que supostamente se soltaram da peça, quando esta recebeu uma base, logo após ter sido adquirida pelo museu. Esses fragmentos – guardados desde esta data – foram cedidos pelo egiptólogo Klaus Köller, que por sua vez os adquiriu de maneira enigmática e que, já 4 anos atrás, duvidara da autenticidade do busto numa publicação científica. Parece uma história policial. Mas o diretor do museu, Dietrich Wildung, encara com tranquilidade a acusação de falsificação da peça – mesmo que se refira a uma falsificação de excelente qualidade. Ele disse que essa acusação não prova nada, pois não está comprovado que o material analisado pertencia de fato ao busto de Hatshepsut. Mas quanto à possibilidade de uma nova análise para esclarecimento, o diretor rejeita categórico como desnecessária. E diz que essas dúvidas foram levantadas por pesquisadores de qualidade discutível e que querem se colocar em cena.


Esse parece ser mais um mistério que essa grande dama certamente vai guardar consigo, como muitos detalhes pouco esclarecidos em relação a sua vida. Assim ou assim, o busto continua magnífico e vale, sem sombra de dúvida, uma visita.



Fotos: 1ª (dpa) - busto de Hatshepsut; 2ª (internet) o Novo Museu, na Ilha dos Museus; 3ª (wikimedia commons) interior da parte egípcia no museu; 4ª (de Peter Diedt), o diretor Dietrich Wildung.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Uma beleza de verão


Desde o início do final de semana a Berlim-metrópole-européia tornou-se uma espécie de roça-lá-na-Caixa-Prego (sabem onde fica?). E uma roça castigada por chuva, relâmpagos, trovões, granizos e trens com rodas rachadas. Explico: é que um raio muito do desaforado resolveu soltar a sua descarga pelas imediações de onde moro. Acredito que foi o pára-raio do nosso prédio que o absorveu, porque a sala ficou de repente toda iluminada, como se o raio tivesse entrado vidro adentro. Nos pregou o maior susto, mas um chilique completo teve mesmo o modem do DSL. Um superlativo chilique, aliás. Desde então, o coitado bateu as cambotas e não deu mais nem uma piscadinha, bip. Resultado: ficamos sem internet e sem telefone.

Drama que se estende até agora. E é assim, desconectada do mundo, que estou curtindo o meu banzo, porque meu filho já se mandou de férias para a bela Itália. E a mulher-das-cavernas-berlinenses (pois me sinto em plena Idade da Pedra da Era Digital) está postando desconfortavelmente de um internet café. Pensam que é a única pane nessa metrópole? Quisera!!! Tem pior. Uma grande parte dos metros de superfície (que cortam a cidade em várias direções) está sem circular, por motivo de segurança. Através de inspeção foi descoberto que as rodas de muitos deles tinham virado sucata e precisariam ser trocadas. Encurtando: só ¼ dos trens estão na ativa. Os jornais noticiaram que nunca, em 85 anos de existência do metro de superfície, as atividades ficaram tão reduzidas como agora. Vocês podem imaginar que belezinha de verão, pra quem precisa se locomover diariamente, com esse tempo mal humurado - chove aqui, estia ali - e essa crise no transporte coletivo.

Isso também é Berlim. E eu estou com uma saudade danada do conforto de uma roça!

Imagem: internet

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tempo de preguiça



Férias!!! Férias!!! Pois é, nesta outra banda da Terra começou o melhor período das estações. Verão, final do ano letivo (que aqui é em julho), férias escolares, perspectivas de viagem e turismo para todos. A Europa se mexe! Ou não - porque é também o período oficial de pendurar as chuteiras, dedicar mais atenção às atividades das horas livres, enfim, dar tempo ao tempo da preguiça.

É o que vamos fazer também, pelo menos na 1ª parte das 6 semanas de férias, porque depois, já se sabe, o "Hotel Mamãe" entra em pleno funcionamento e chega o momento de receber as visitas, fazer compras para renovar a despensa, limpar e limpar, cozinhar para a tropa toda e quando aparece uma brecha, ser a fotógrafa oficial de uma equipe de futebol muito famosa, fundada pelo filho.

É mole??? Acho que vou me clonar!

imagem: uma montagem de dois cliparts. Os originais no Clipart Guide:

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Coisa de imigrante, como sempre


Como se fosse fácil ser uma imigrante, pior, imigrante latina, brasileira, nordestina, pernambucana, arcoverdense-recifense – eita, danou-se! – tenho que aguentar agora outro chavão: o de ser também imigrante digital – e o quer que isso signifique. Só tá faltando no momento alguém me pedir passaporte, visto e carimbo para navegar na internet. É de deixar um complexado, sinceramente. E chamam de “e-migrante” aquela criatura carente de bits, que não entende bolhas nem folhas sobre as novas tecnologias – e leia-se aqui não conseguir mexer corretamente nem sequer no controle remoto da televisão – mas tá tentando dar as primeiras braçadas nesse agitado oceano digital, mesmo que quase se afoge numa bacia por não saber “surfar”.


E o termo já se tornou oficial. Foi cunhado em 2007 por um certo Marc Prensky, pensador e desenvolvedor de games. E dá pra ver que esse cidadão gosta mesmo de uma brincadeira, porque em contrapartida aos imigrantes virtuais, ele criou outro distintivo: o de nativo digital, que são aqueles felizardos que nasceram em plena era da informática – a geração internet – e não têm a mínima dificuldade em lidar com tecnologias. Só falta alguém chegar e alcunhar a esses de “originais” e aos outros de “falsificados”. Sim, porque a conversa é que os imigrantes digitais falam a linguagem digital “com sotaque, sem desenvoltura, sem fluência”, em suma, são travados, enquanto o nativo “fala com naturalidade e pertinência, sabendo ler inclusive na tela do computador.”


Pronto, o tom agora mudou para analfabetismo virtual! Ou será que eu me engano? Com tantas terminologias – blog, flog, widget, gadget, upload, backup, e por aí vai – só tá faltando uma notinha sobre a nossa gagueira ao pronunciá-las. E se depender dessa nova teoria, está na hora de agilizar a expansão do meu perfil, ficando assim: imigrante – imigrante digital – latina – brasileira – nordestina – pernanbucana – arcoverdense-recifense – analfabeta virtual e gaga nas pronuncias. Tem mais??? Santa Iluminadora dos Desinformados me acuda!!! Ainda bem que já sacramentaram uma data, o 18 de dezembro, como o Dia Internacional do Migrante. Seja ele de que tipo for. Do jeito que a coisa anda, a data precisa ser transformada rapidinho em feriado nacional. Melhor, mundial! E eu já vou começar a providenciar umas bandeirinhas...

um texto sobre o tema

Imagens: 1ª - uma montagem a partir de três cliparts; as outras: internet.

P.S.: o "arcoverdense-recifense" deve-se ao fato de eu ter nascido na primeira, mas desde os 16 anos manter a segunda cidade como a minha referência neste mundo. E já há uma longa data...

sábado, 11 de julho de 2009

Uma fofoca berlinense


Para quem não sabe, este cidadão ao lado do famosíssimo Knut é o seu criador, o Thomas Dörflein. Ele ganhou as manchetes dos jornais do mundo inteiro, em 2007, por conta de uma incrível façanha: ter conseguido criar na mamadeira o urso polar quando este foi rejeitado por sua mãe, após o nascimento. Um trabalho no qual ele definitivamente se esmerou, pois foi o 1º caso, em 160 anos de história do zoo berlinense, que isso aconteceu. Como também Knut foi o 1º bebê urso polar a se manter vivo, em 33 anos, nesse zoológico. Depois disso, vieram os louros e a fama que todo mundo conhece.


No final de setembro de 2008, de repente uma notícia triste que abalou os berlinenses: Thomas Dörflein morreu inesperadamente, aos 44 anos, de um infarto agudo do miocárdio, no apartamento de uma conhecida. E agora começa a nossa fofoca. Quando Thomas morreu, ele deixou uma ex-mulher (com a qual tinha dois filhos), uma futura-esposa (com quem praticamente vivia e que também tinha um filho de uma relação anterior) e, sabe-se agora, ainda uma amante.


Esta semana os jornais populares de Berlim estamparam a foto dela com a história: foi no seu apartamento que Thomas faleceu. Ela se chama Heidemarie, tem 68 de idade, quer dizer, era (na época, com 67 anos) 23 anos mais velha do que ele, é viúva, aposentada e os dois estavam mantendo um romance secreto há três meses. Ela detalhou os últimos momentos de Thomas. Os dois tinham ouvido música, dançado juntinhos e estavam conversando quando ele de repente virou os olhos para cima, colocou a mão no pescoço e desabou sobre o sofá. Ela pediu socorro à vizinha e juntas chamaram a ambulância. Os médicos lutaram uma hora e meia para reanimá-lo, mas foi em vão. Hoje, afirmou, ela conhece os familiares de Thomas e é bem aceita por eles, principalmente pela mãe, Erika.

Pois é... Mais uma história berlinense para vocês, mesmo sem o desejado final feliz.

Fotos: 1ª e 2ª, Thomas e Knut, nos bons tempos (internet); 3ª e 4 ª, quando Thomas morreu (dpa); 5ª, Heidemarie, a namorada secreta, com a foto de Thomas e Knut (Bild.de); 6ª, Daniela, a noiva oficial (internet).

Mais informações (com um vídeo) em:

http://www.bild.de/BILD/regional/berlin/aktuell/2009/07/06/thomas-doerflein/er-starb-nackt-in-den-armen-dieser-rentnerin.html

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Knut é de Berlim!!!


Já é oficial. Knut, o famoso urso polar, pertence agora definitivamente a Berlim. O zoo berlinense e o de Neumünster chegaram finalmente a um acordo financeiro depois de meses trocando faíscas, o que rendeu, inclusive, um acalorado processo judicial. Para colocar um ponto no entrevero, o zoo berlinense se comprometeu a pagar 430 mil euros, um pouco mais do que havia proposto na última audiência o seu esbravejante e indignado diretor, Bernhard Blaszkiewitz – o mesmo que perdeu um dedo no mês passado, após levar uma vigorosa dentada do chimpanzé Pedro (leia mais nas postagens de junho).


O zoo de Neumünster, a quem Knut por contrato pertencia, exigiu no início 700 mil euros dos lucros obtidos através das vendas de bilhetes de entrada e de produtos licenciados no nome do urso (só em 2008 foi registrado um faturamento de 6 milhões de euros!) e ameçou até levá-lo embora quando Blaszkiewitz fincou pé na contraproposta de 350 mil euros “e nenhum centavo a mais”. Depois, terminou baixando o patamar para 500 mil e agora parece ter compreendido que seria mais prudente procurar o caminho do acordo e levar, ainda assim, uma boa bolada. O diretor do zoo de Berlim paga xingando, pois nunca caiu de amores por Knut, 350 mil euros de entrada e mais duas prestações a serem vencidas em 2010 e 2011 de 40 mil euros, cada.


Seja como for, o pôquer dos diretores chegou ao fim e Knut, se pudesse falar, diria a célebre frase de John F. Kennedy, quando este visitou oficialmente a cidade, em junho de 1963: "Ich bin ein berliner!" ("Eu sou um berlinense!"). Ninguém mais duvida. Agora a próxima discussão é de como será o seu alojamento. Se continua no cercado atual ou se um outro vai ser construído. Knut é o astro absoluto do zoo berlinense e, além de mascote oficial contra o aquecimento global, tornou-se um símbolo da cidade que, inclusive, porta no seu brasão, já há séculos, um urso (mas que naturalmente não é Knut).

Saiba mais nas postagens:

1. maio - “Briga pela fortuna de Knut”:
2. junho - "Chimpanzé ataca o diretor do zoo":
3. junho - "Diretor do zoo perde o dedo":

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Berlim diz adeus ao Rei do Pop



Berlim deu um jeitinho de participar também da cerimônia de despedida de Michael Jackson e ofereceu um estádio, o O2 World, conhecido ainda como Berliner Arena, para que os fãs pudessem assistir através do telão a transmissão direta do Staples Center, em Los Angeles. A entrada grátis num dia estiado de verão atraiu milhares de espectadores (5 mil contados pelos organizadores até o início da noite), entre adultos, jovens e crianças e, inclusive, uma celebridade: a roqueira Nina Hagen. Com uma grande flor na cabeça e outra na mão, lá estava ela, entre a platéia, para acompanhar a solenidade.


Os primeiros fãs já chegaram na parte da manhã. Alguns rebocaram a família inteira, inclusive bebês. Muitos vestiram-se à caráter, empunhando camisetas ou até bandeiras com o rosto de Michael Jackson estampado. Todos com o mesmo objetivo: acompanhar comunitariamente a cerimônia “live” exibida por uma tela octogonal de 4 metros e meio de tamanho. E um grupo de fãs anunciou, inclusive, um concerto para o próximo 29 de agosto (data de aniversário do ídolo pop) a ser realizado no Anjo da Vitória.

Fotos: 1ª, em frente ao O2 World, DDP; 2ª dentro do estádio, DPA; 3ª toda a família assiste a transmissão, Getty Images; 4ª, a roqueira Nina Hagen, Getty Images; 5ª, DDP e 6ª, DPA.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Praia em Berlim



Berlim não tem mar, mas com um certo jeitinho vai compensando a falta. E isso é possível porque a cidade é rica em água – além dos rios, como o Spree e o Havel, possue vários lagos (Wannsee, Tegelersee, Schachtensee, etc.), fora inúmeros canais. Em se tratando de lago, o Wannsee é o mais famoso deles, pois é a “praia oficial” daqui. Mas os berlinenses gostam de frequentar também as piscinas públicas, e algumas, com o tempo, metamorfosearam-se em verdadeiros oáses de lazer, com ondas artificiais e outros confortos.



Há alguns anos, porém, o cenário vem ganhando uma nova “cultura litorânea”. Agora “in” mesmo é espichar-se para curtir um pouco o ócio, descansar as pernas cansadas e esquentar os ossos ao sol (quando tem sol) numa praia artificial ou num “Strandbar” – os barzinhos de praia, como são conhecidos os estabelecimentos à beira do Spree, entre o Reichstag (o parlamento alemão), a Ilha do Museus (um conglomerado de 5 importantes museus) ou o East-Side-Gallery(um longo pedaço de mais de um quilômetro do Muro de Berlim, pertinho de Mitte).



Parafraseando às avessas Djavan, não “é azul”, nem “é mar”, mas assim mesmo é bom. A “orla” daqui é uma área de 5 mil m² repleta de espriguiçadeiras, cadeiras de praia, palmeiras e cabanas de bambu, enfim, um ambiente bastante convidativo pra quem está ou quer se sentir de férias. Detalhe: com 100 toneladas de areia à caráter, fininha, clarinha, a pessoa pode afundar os pés como se estivesse numa praia. Com a diferença de que não percisa ir de biquini ou calção de banho, mas com roupa normal, não se pode entrar na água em todo canto e as palmeiras estão espetadas dentro de caqueiras.



Para compensar, por outro lado, pode-se degustar uma comidinha gostosa ou um cocktail exótico, tudo vendido no local, mas sem aquela gritaria de feira do nosso litoral e com os preços beeem mais salgados: uma caipirinha pode chegar a 7 euros, uma salsicha assada com salata, até 3 euros, uma baguette ou um croissants, cerca de 2,50 e a partir desse preço são também as garrafas (pequenas) de 0,3 litros de cerveja. Para quem é hiper-ativo e não aguenta o não-fazer-nada-da-contemplação, é só ir mexer todos os músculos e ossinhos do corpo, sem problema, num vôlei, handebol, tênis ou futebol de praia ou mesmo num Beachminton (idêntico ao vôlei de praia). Opções não faltam. Depois de escolher o esporte, o livro ou puxar o amigo, a "onda" é ir se refestelar nos variados lugares, quase todos com entrada grátis, da “orla” berlinense. Não se pode se queixar de aborrecimento nesta cidade.

Fotos: internet.

1ª - o rio Spree. 2ª - de Uwe Steinert: a "praia" de Berlim - o Wannsee. 3ª Tropical Island - um parque aquático. Todas as outras são imagens que peguei na internet dos "Strandbar" - os barzinhos com ambiente praieiro.