segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Nos ritmos de sábado


No último sábado, dia 29, seria o aniversário de 51 anos de Michael Jackson, como mundo todo já sabe, e uma multidão se reuniu em frente ao Portão de Brandemburgo para comemorar isso. E festejaram, na base do improviso, com muita dança. Outros grupos se encontraram em frente ao Parlamento (com direito a zumbis à caráter) e na Potsdamer Platz. Num dia ensolarado de alto verão é possível ver todo tipo de peculiaridade nesta cidade.



Fotos: Christian Jakubaszek.

Noite da cultura


Este sábado foi dedicado novamente à cultura. Pela 25ª vez aconteceu a Longa Noite dos Museus e cerca de 37 mil pessoas puderam decidir, pagando uma única entrada, a lista de museus que pretendiam visitar. Como na Longa Noite das Ciências, aqui também o percurso foi dividido e preestabelecido em oito rotas, que foram percorridas por ônibus especiais. Cerca de 100 museus ficaram à disposição do público, tendo como tema, este ano, “O Cenário dos Museus na Mudança”, onde pretendiam mostrar as transformações que sofreram nesses últimos vinte anos, desde a queda do Muro, e os planos que têm para o futuro.



Além de conhecidos estabelecimentos, como o Alte Museum (Museu Antigo) e o Deutsche Historische Museum (Museu Histórico Alemão), oito novos museus e exposições tomaram parte da rota pela primeira vez, como o Museu Alemão de Futebol e a Casa da Democracia e dos Direitos Humanos. Na avenida Unter den Linden (que cruza o Portão de Brandemburgo), inclusive, foi colocado um telão para transmitir a apresentação da ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner, que estava sendo apresentada na Staatsoper (Ópera Estatal). Como sempre, a Longa Noite dos Museus aconteceu das 18 horas até à 2 da manhã, com os seguintes preços: comprando com antecedência, 12 euros (normal) e 8 euros (estudante); comprando na hora, 15 euros (normal) e 10 euros (estudante).

Imagens: 1ª e 3ª (internet); 2ª (Morgenpost)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De Berlim para o mundo


Nesse domingo completou 10 anos que Berlim tornou-se oficialmente a sede do governo alemão, que antes ficava em Bonn. Isso possibilitou à região, nessa década, a criação de 57 mil novos empregos, pois grandes firmas resolveram seguir o rastro dos políticos e abririram por aqui seu quartel-general, gerando cerca de 1,5 bilhão de euro por ano. Berlim passou a ser também um ímã para turistas – e já superou Roma nesse quesito, ficando na Europa atrás apenas Londres e Paris. Só no último ano, a cidade recebeu quase 8 milhões de visitantes. Mas a linha hoteleira está preparada: dispõe de 102 mil camas e, para quem gosta e pode pagar pelo luxo, 22 hotéis cinco estrelas.


A vida noturna deu uma guinada. Atualmente, o leque de opções gira em torno de 1039 bares e 229 clubes e discotecas. O “Berghain”, inclusive, um espaço de três andares no bairro Kreuzberg-Friedrichshain, com capacidade para 1500 pessoas, foi coroado como o melhor clube techno do mundo pelo DJ Mag britânico (uma espécie de bíblia techno mundial). Grandes exposições, artistas importantes, 400 galerias de arte, 180 museus, incrementam a vida cultural dessa metrópole, que é palco, também, de conhecidos eventos, como a Berlinale (o Festival de Cinema de Berlim), o Prêmio de Cinema Alemão, a Echo (prêmio alemão de música) – e aumenta o número das produções cinematográficas rodadas na cidade.


Aos poucos, Berlim vai perdendo também o cinza de antes. Construções arrojadas foram surgindo ao longo desses anos e muito do velho passa por reforma. É bem verdade que a cidade, mesmo com tudo isso, possui seus crônicos problemas financeiros e nunca conseguiu atingir o patamar econômico de Hamburgo, Frankfurt ou Munique. Mas, é irresistível em charme e, ainda por cima, top em assuntos ambientais, por ser bastante verde (possui 400 mil árvores!) e conta com o óases de muitos e bem cuidados parques. A qualidade da água é muito boa e até no critério de pureza atmosférica (o famoso “ar berlinense”) deu uma melhorada: o nível de nitrogênio caiu de 24 para 14%. Depois de ser anfitriã da Copa do Mundo em 2006 e agora do Mundial de Atletismo, começa o sussurro de que a cidade já está madura o suficiente para receber uma olimpíada. Com esse pique, há quem duvide?

Mais sobre o tema aqui (em alemão)

Fotos: 1ª (internet) vista parcial da cidade; 2ª (Prinz.de) cena noturna; 3ª (internet) o símbolo da Berlinale (o festival de cinema de Berlim) na Potsdamer Platz.

sábado, 22 de agosto de 2009

Formigueiro colorido


Esse final-de-semana as ruas de Berlim vão estar cheias e isso significa: para quem tem carro e quer ou precisa se deslocar em direção à Mitte (ao Centro), é melhor deixar o veículo em casa. A cidade aguarda o confronto colorido de turistas, curiosos, corredores profissionais e amadores, políticos e demonstrantes. É que por aqui estão acontecendo, ao mesmo tempo, vários eventos. Fora o Mundial de Atletismo, o Governo Federal abre as suas portas para a visitação pública e só aí, cerca de 100 mil pessoas, de 10 às 18 horas, estão sendo aguardadas para percorrer os 14 ministérios. Também os estúdios de televisão dos canais (estatais) ARD ou ZDF, na Unter den Linden, podem ser visitados.


Como se fosse pouco esse formigueiro humano, mais 200 mil espectadores podem engrossar esse bolo, pois hoje é novamente dia de maratona na cidade. Dessa vez, com um percurso mais compacto, com quatro voltas ao redor de Mitte, já começa a ser chamada na brincadeira de “maratona do turista”, com largada e chegada no Portão de Brandemburgo. Além desse monumento, os corredores vão passar ainda pela Torre de Televisão, na Alexanderplatz, e o Anjo da Vitória. Hoje, só os homens vão correr e nomes de peso do cenário esportivo internacional estão participando. Os favoritos são os etíopes Tsegay Kebede e Deriba Merga (que ficaram em 3º e 4º lugar nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008), o queniano Abel Kirui e os marroquinos Abderrahim Goumri e Jaouad Gharib. Amanhã (domingo), enfrentando o mesmo caminho será a vez das mulheres, mas algumas atletas de peso já desistiram antecipadamente da prova, a última foi a recordista mundial britânica Paula Radcliffe.

Na parte da tarde ainda vai haver outra maratona para os simples mortais, os amadores, batizada de Champions Run, obedecendo ao mesmo percurso do Mundial, na qual se aguarda provavelmente 8 mil participantes. E no bairro vizinho, em Kreuzberg-Friedrichshain, será a vez do “Funkparade” – uma demonstração da cena alternativa “contra a furtiva e indiscutível falta de estrutura da cidade” e contra “a delimitação, intolerância e fascismo”. E quem não gosta de enfrentar multidões, o mais recomendável é ficar em casa mesmo. Mas pelo menos o tempo está colaborando. A chuva de ontem cessou e os termômetros registram 24 graus num dia ensolarado.

Fotos: 1ª (ddp), fila para visitar os ministérios; 2ª (dpa) maratona passando em frente do Parlamento; 3ª (ddp) uma marotona no Anjo da Vitória.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A febre do termômetro


Por aqui, os anjinhos continuam assando bolo a todo vapor e agora escancararam de vez a porta do forno, deixando-a aberta. Essa quinta-feira foi coroada como, provavelmente, o dia mais quente do ano: os termômetros indicando uma leve febre, bem acima dos 30 graus (no sudoeste alemão foram medidos, inclusive, inacreditáveis 37,8°!!!), céu azul límpido, sem nuvens, e o cidadão comum, que por pouca sorte precisou pegar transporte coletivo ou ir ao supermercado, suou baldes, mas não sem antes xingar o calor como podia (e achava que o ouvido do outro merecia!). Só a partir desta sexta é que as chuvas estão sendo aguardadas e, com elas, um declínio nessa estufa.



Em dias como esse, quando os ponteiros superam os 26°C na sombra, o país entra, por lei, numa outra velocidade. Isso é motivo para o famoso e esperado “Hitzefrei” (tosco: livre de calor). As empresas sem ar-refrigerado (leia-se: a grande maioria) liberam os funcionários mais cedo e sem prejuízo para eles, se a temperatura no interior do ambiente de trabalho atingir esse patamar. Nas escolas, o nível já é medido na parte externa, no pátio. Se estivesse havendo aula, seria o momento da direção interrompê-la e mandar os alunos para casa, para a felicidade de todos eles.



Mas como é o período das longas férias (seis semanas), quem não está viajando ou já chegou de viagem, precisa encontrar o que fazer. Num dia como esse, as piscinas públicas ficam superlotadas, os lagos, idem. O dia convida à tranquilidade, aos sorvetes maravilhosos, ao descanço num parque, com água mineral, esteira e um bom livro do lado. Andar de bicicleta para lugares próximos é também uma boa alternativa. Assim como dar um passeio de barco. Só está cortado o transporte coletivo, principalmente o ônibus, a não ser que a pessoa não possa mesmo evitar ou não se incomode de se sentir uma sardinha na brasa.



É sempre a mesma ladainha, o país depara-se com essa estação todos os anos, mas continua despreparado para ela. Aqui existe uma superinfraestrutura para o frio, mas no calor todo mundo é cozinhado na maioria dos lugares. Os ônibus urbanos, metros e bondes, por exemplo, não têm arcondicionado e as janelas não abrem, exceto na parte superior delas, que inclinam. Com essa temperatura, viram uma sauna ambulante. As salas de aula não dispõem de um mísero ventilador. E só alguns supermercados possuem esse "luxo" no teto.



Mas existem os oáses térmicos: os bancos são sempre fresquinhos, assim como os shoppings e as grandes lojas, os cinemas ... Tja, o negócio é "catar" – ou ir para a amplidão muito mais convidativa do passeio ao ar livre. Com esse sol e a perspectiva de um próximo e inevitável inverno, todo mundo adquire de bom grado a síndrome do jacaré: deita-se (melhor na sombra!) e deixa que o mormaço e a preguiça relaxem os músculos lentamente. Ô vidão!!!

Fotos: 1ª, 2ª, 3ª, 5ª e 9ª, dpa; 4ª, ddp; 6ª, Mathias Hetzinger; 7ª, Claudius Prößers; 8ª, David Heerde.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um estádio cinco estrelas

Aqui acontecem as disputas do Mundial de Atletismo 2009. Mas, que estádio é esse?


Esse é o Estádio Olímpico de Berlim. Ele está localizado no bairro Charlottenburg-Wilmersdorf e faz parte do campo olímpico de desportes, ao qual pertencem ainda: o forum esportivo, os estádios de hockey, hipismo e natação, além do Waldbühne (um dos mais bonitos palcos ao ar livre da Europa) e o Maifeld ("o campo de maio", uma grande área de esporte, com uma tribuna sobredimensionada).


Ele foi construído para os Jogos Olímpicos de Verão de 1936, com capacidade para 100 mil pessoas, como propaganda de efeito para o partido Nacional Socialista. O arquiteto alemão Werner March desenhou o estádio com a clara linha geométrica clássica, que pode ser observada em construções da antiguidade e era tão admirada pelos nazistas. O oval no eixo Leste-Oeste foi planejado de forma a ficar virado para suposta Germânia, a capital que Adolf Hitler e o arquiteto Albert Speer queriam edificar. A tribuna norte foi diminuída depois da Segunda Guerra, para remover a área onde Hitler ficara durante os Jogos Olímpicos e evitar, com isso, um possível culto neonazista ao local.


O estádio foi completamente reformado e modernizado, durante 4 anos, para a Copa do Mundo de 2006. A área onde fica o gramado e a pista lateral foi, inclusive, rebaixada, para oferecer uma melhor atmosfera para jogos de futebol, e no teto foram montadas luminárias alinhadas para evitar sombras que, quando acesas, oferecem também um certo efeito futurista, como se a cúpula fosse um imenso disco voador pousando. Além disso, a pista lateral recebeu a cor azul, por ser essa a tonalidade do time berlinense Hertha BSC, que sempre usa o estádio para os jogos locais. A cor, no entanto, foi criticada por pessoas ligadas a entidades de proteção de monumentos. Mas, no contexto geral, a reforma levou em conta a linha arquitetônica histórica do local, preservando cerca de 70% da construção original.


O estádio agora tem capacidade para mais de 74 mil pessoas, recebeu o status de cinco estrelas pela UEFA (Liga Européia de Futebol) e já foi palco de muitas competições importantes, a começar pelo jogo do Brasil contra a Croácia, em 2006 – que inaugurou a sua reabertura após a renovação – e a Grande Final entre França e Itália, na mesma Copa. Além das competições esportivas, ele é usado ainda para concertos e cerimônias religiosas, por possuir a maior capela de estádio do mundo.



P.S.: Nós fomos ao jogo de abertura do Brasil x Croácia. O "nós" significa aqui: meu filho, minha mãe (que estava nos visitando na época), meu ex-marido (mantemos um relacionamento amigável) e eu. Conseguimos comprar os tão difíceis ingressos através de um amigo (também casado com uma brasileira) que trabalha com viagens e turismo. A nossa Seleção não brilhou nessa Copa, mas vê-la ganhar de 1 x 0 no clima de euforia desse estádio, foi muito bom. Guardamos as lembranças - e as poucas fotos - com imenso carinho.

Fotos: (promedianews.de) - o estádio de frente; 2ª (Leo Seidel) - o estádio por dentro, com a pista lateral azul e a visão do céu; (Leo Seidel) - o estádio por dentro, iluminado(o teto, com o jogo de luzes, parece um disco voador pousando); (Leo Seidel) - estádio lotado, no clima de um jogo; (Horst Stiller) - vista panorâmica do campo olímpico de desportes. Em 1º plano, o Waldbühne (o anfiteatro no meio das árvores), mais atrás, o Estádio Olímpico; 6ª (Horst Stiller) - vista panorâmica lateral; ao fundo, as piscinas e outras quadras.

Para aumentar as fotos, cliquem por favor sobre elas.

Site oficial do Estádio Olímpico de Berlim:
http://www.olympiastadion-berlin.de/

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O relâmpago humano


O Estádio Olímpico de Berlim, no bairro de Charlottenburg-Wilmersdorf, não tinha esgotado a venda dos ingressos nesse quente domingo de alto verão. Estava cheio, mas não lotado. Muitos preferiram aproveitar o dia de férias e de bom tempo, que fora especialmente ensolarado, com outras atividades: espichar-se nos parques e piscinas públicas, dar um longo passeio de bicicleta ou tomar um sorvete caprichado. Enquanto isso, no estádio, o clima era de expectativa, vibração e festa. Tanto, que houve um atraso no início da esperada corrida final de 100 metros, porque alguns atletas chamaram para si a atenção do público, ocasionando com isso um certo tumulto – e eles precisavam de toda a concentração para a prova.


Foi dada a largada. Na pista, duas estrelas cotadas como prováveis vencedores: o jamaicano Usain Bolt e seu concorrente, o americano Tyson Gay. Por um curto espaço de tempo os espectadores foram mantidos em suspense, mas Bolt não só tomou logo a dianteira, como terminou a prova com um número mágico: 9,58 segundos – simplesmente!!! O que é isso, minha gente???!!! Não foi só a quebra do próprio recorde. Usain Bolt estava oferecendo para o mundo quase a comprovação da materialização de um milagre. Uma cronometragem fabulosa, um conto de fadas em forma de velocidade, um relâmpago humano. Ele já era e continua sendo o homem mais rápido do planeta.


O público presente ficou pasmo com o resultado da corrida – e só podia vibrar, aplaudir e balançar a cabeça pela incredulidade da marcação, deixando o estádio aos poucos, com aquela sensação de quem acabara de ver, mais uma vez, a História ser escrita ali na frente. Só que agora numa página de esporte, pelos pés de um corredor super veloz, no Mundial de Atletismo de 2009. Ou será que ele fez a todos de bobo? O resultado foi tão espetacular que deixa um espaço para a dúvida. É possível mesmo alguém ser tão rápido? Bolt, até o momento, prova que sim. Em segundo lugar, com 9,71 segundos, ficou o americano Tyson Gay e em terceiro, com 9,84 segundos foi outro jamaicano, Asafa Powell. Depois da prova, já por volta da meia noite, o ônibus que transportava Bolt parou no Mc Donalds da Kudamm, a famosa avenida de Berlim-Oeste – quase em frente à Igreja da Memória –, para que dois assistentes pudessem comprar comida para o atleta.

fotos: 1ª, dpa - o jamaicano Usain Bolt e o americano Tyson Gay; 2ª, ddp - Bolt sendo fotografado após a vitória; 3ª, Blecher - o Mc Donald's da Kudamm.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dia da construção do Muro


Hoje está completando 48 anos que o Muro de Berlim foi construído, separando brutalmente a cidade em duas partes. Para entender como isso começou, vamos voltar um pouquinho na História. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em 4 setores, como se fosse um bolo, pelos aliados: EUA, França, Grã Bretanha e União Soviética. Berlim estava localizada no pedaço soviético, mas por ter sido a capital alemã e sede do Terceiro Reich, foi também dividida em quatro partes, sendo administrada, como no resto do país, por cada um dos vencedores da guerra. Quer dizer, já antes da construção do Muro, o país fora submetido a dois tipos de governo e de economia: o capitalista (dos aliados ocidentais) e o comunista (dos soviéticos). As divergências ideólogicas entre ambos, no entanto, logo se fizeram sentir e começou uma queda de braço, resultando em conflitos indiretos e disputas estratégicas, que o mundo conheceu por Guerra Fria.


Já em 1948 os soviético decidiram bloquear a comunicação dos três setores do Oeste em Berlim com o resto do país, interrompendo o acesso ferroviário e rodoviário a eles. E com isso, isolaram cerca de dois milhões de pessoas que aí residiam. Os aliados ajudaram a população, trazendo alimentos e outros gêneros básicos de avião, fato considerado até hoje como a maior ação humanitária aérea da história. Mas os conflitos continuaram e em 13 de agosto de 1961 o lado comunista inaugurou uma nova etapa, quando começou a erguer o Muro de Berlim, separando de fato a fatia do bolo que lhe pertencia, escoltado pelo exército, policiais e grupos de luta, ante os olhos atônitos da população. Até então, não era problemático para o povo ir de um setor a outro da cidade. Diariamente, meio milhão de pessoas cruzava as “fronteiras” para se divertir, trabalhar, fazer compras, visitar parentes ou amigos.



Depois do Muro, essa liberdade de ir e vir acabou. Ruas foram fechadas, os metrôs – subterrâneo e de superfície – interditados, e até para visitar o cemitério era necessário uma permissão especial. Foram 28 anos de divisão, até a queda do Muro em 1989. Ao longo desses anos, cerca de 136 pessoas morreram tentando furar o bloqueio, que se estendia por cerca de 167 km, e fugir para o lado ocidental. E hoje Berlim volta a pensar nessas vítimas. O prefeito da cidade, Klaus Wowereit, irá colocar uma coroa de flores na Bernauer Straße, em Mitte, e na Capela da Reconciliação, na antiga Zona da Morte, velas foram acesas durante uma cerimônia religiosa.

Fotos: 1ª, akg - images; 2ª, ap; 3ª Ullstein Bild - Czechatz; 4ª e 5ª, internet.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

De volta da bela Itália


Há alguns dias não passo por aqui. Também, com o calor que está fazendo, a minha vontade de escrever ou ficar em frente ao computador já derreteu faz tempo. No período de férias só vou postar esporadicamente. E por falar em férias, os boys daqui de casa, filho e pai, já voltaram da bela Itália. E adoraram o passeio. O meu filho não poupa elogios. Roma é a cidade mais bonita que ele já visitou, as italianas são lindas, o povo é hiper-simpático, a comida é ótima, os monumentos são fabulosos. Tudo superlativo. Lá, eles alugaram um carro e foram ainda por duas semanas para Sorrento. Curtiram o mar, passeios a Capri, Amalfi, às ruínas de Pompéia, ao Vesúvio. Resumindo, foram umas férias nota 10. Vou colocar aqui algumas fotos que meu filho fez.







Esse período, obviamente, não foi para mim tão glamoroso. Mas aproveitei para descansar bastante, visitei algumas amigas, saí um pouco, li. Enfim, recarreguei as minhas baterias. Esse final de semana foi a vez de ir a Caputh, a cerca de 35 km de Berlim, onde Einstein tinha a sua famosa casa de veraneio. Eu gosto demais dessa região e esse é um passeio que sempre repito, por isso vou falar de Caputh depois, em uma outra postagem. O lugar merece.

Fotos: 1ª, 2ª e 3ª, Roma; 4ª e 5ª, Sorrento; 6ª e 7ª, Capri; 8ª, Amalfi; 9ª, nas ruínas de Pompéia; 10ª, Vesúvio.