sábado, 2 de janeiro de 2010

A escorregada da festa


Os fogos artificiais do réveillon mal cessaram e as críticas à festa de rua mais famosa da cidade, em frente ao Portão de Brandemburgo, já começaram a pipocar. Esperava-se mais de um milhão de pessoas para o evento, mas segundo os dados oferecidos pela polícia, apenas 210 mil compareceram. Diga-se de passagem, um batalhão considerável de "valentes", porque passar horas batendo o queixo, tamborilando com os dentes, com os pés afundados num fofo tapete de neve, não é façanha para qualquer um. Tinha que estar muito deslumbrado por Berlim ou muito esperançoso de que o rimbombar das raquetes espantassem qualquer fantasma de gripe, inclusive a suína, que aqui e ali, embora raramente, ainda faz a sua ronda.


E para ver o quê? De acordo com a crítica de alguns políticos estampada nos jornais locais, um showzinho mixuruca com meia dúzia de músicos de qualidade duvidosa. Enquanto o Time Square de Nova Yorque foi sacudido pelos embalos de uma Jennifer Lopes, o Portão de Brandemburgo parecia cochilar tentando imitar uma atmosfera de praia, com seus 7 graus negativos! E no final restou um uníssono entre políticos e público: o programa deixou a desejar, faltou classe à festa. Tja, conseguir nível pode não ser barato, mas é possível se se investir numa programação de qualidade. Difícil mesmo é contar com a boa vontade do tempo, em pleno inverno europeu. Mas se é pra congelar na virada do ano, todos parecem concordar: pelo menos ao som de algo que não "quebre os cristais" dos ouvidos. Porque além de ficar com os dedos duros, ter uma "congestão" nos tímpanos, é uma situação que cada vez menos pessoas querem enfrentar.

Mais sobre o tema aqui

Fotos: 1ª e 2ª(dpa), réveillon no Portão de Brandemburgo.

0 ♫ abriram o bico ♫: