Estamos aqui numa divertida gangorra metereológica. Quando o termômetro atinge 0° e todo mundo começa a se animar, achando que ele, finalmente, vai dar um pulinho pro positivo, vem uma nova frente fria e coisa degringola. Lá temos de novo 13 ou 15 graus negativos! Knut deve estar adorando esse inverno polar, mas nós, pobres humanos, só batemos o queixo. Berlim, que normalmente é ruim de neve, com a sua chuvinha permanente quase londrina, está afundada há um tempo no gelo. Resultado: as calçadas viraram uma espécie de pista de patinar, só que cheias de “lombadinhas” perigosas. Estão super escorregadias, mesmo tendo sido polvilhadas com areia. Trazer as compras do supermercado para casa ou se deslocar para o trabalho, tornou-se um complicado jogo de malabarismo com as pernas que, dependendo da adesão do sapato ao solo, pode dar certo ou não. Os hospitais berlinenses estão cheios de equilibristas desaventurados, com um pouco de tudo: contusões, braços e pernas quebrados e até traumatismo craniano. Para os deficientes físicos e visuais os riscos de acidente são redobrados.

E como se fosse pouco, a prefeitura mostrou, mais uma vez, competência e calculou errado os sacos de areia necessários para o inverno, porque contara com uma estação mais amena. Mas o inverno decidiu não colaborar com essa economia e eu dou um doce para quem adivinhar o final da história. Isso mesmo: faltou areia! Aí, a BSR (a secretaria berlinense de serviços públicos), vendo o tomba aqui, cai ali dos transeuntes, passou a usar sal em pó, mas parou com a brincadeira, quando o produto começou a sumir das prateleiras das lojas. E agora a prefeitura calcula meio aflita o quanto vai precisar desembolsar para consertar os estragos que essa neve toda está deixando no asfalto das ruas. Esse é um lado da cidade.

O outro é que está no auge a sessão dos holofotes e flashes, pois como todo mundo já sabe, começou a Berlinale, o festival de cinema de Berlim. Esse ano comemorando uma data especial: 60 aninhos de existência. E as estrelas já começaram a sacudir a neve do tapete vermelho: além das celebridades locais e de outros países, os famosos de Hollywood: Leonardo di Caprio, Ben Kingsley, Michelle Williams, Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Christopher Lee, Renée Zellweger, Tilda Swinton, Martin Scorsese... E como o berlinense adora entrar no ritmo dos acontecimentos, mesmo com esse frio glacial as salas estão lotando, confirmando a Berlinale como o maior festival mundial de cinema a nível de números de espectadores. Cerca de 400 filmes serão exibidos em diversas salas de projeção. E só na última sexta, 2 mil pessoas foram assistir a um clássico dos filmes mudos: Metrópolis, com Fritz Lang. Isso, em pleno ar livre, com temperatura negativa, em frente ao Portão de Brandenburgo! Ô disposição que eu não tenho! Mesmo com a calefação a todo vapor, só penso em me enrolar nos cobertores e edredon e só sair da cama pelo decreto da fome. Ah, se eu pudesse... Até a vista, viu!
Fotos: 1ª (dpa) pelas ruas de Berlim; 2ª (dpa), compra de ingressos para a Berlinale; 3ª (ddp) "Metropolis", em frente ao Portão de Brandemburgo; 4ª (ddp) a atriz chinesa Yu Nan no tapete vermelho; 5ª (ddp) Leonardo di Caprio com as fãs.
Mais informação sobre o sal que se polvilha nas ruas aqui


4 ♫ abriram o bico ♫:
caramba, nao sabia que o pessoal ja estava apelando pro sal de cozinha por ai. Mas realmente berlin nao costuma ter tanta neve...esse ano esta sendo bem atipico pra toda a alemanha. bjs!
Oi, Mi
Mudei o termo na postagem, pois me referia a "Streusalz". Como é que eu traduzo essa palavra corretamente? Sal em pó? Sal de dispersão? Bom, espero que você agora tenha entendido a qual sal estou me referindo. Bjs!
Enquanto isso abaixo da linha do equador faz um calor... bjs!
Parece muuuuuito mais agradável do lado de lá da linha do equador...bjs!
Postar um comentário