
Berlin não é visitada apenas por turistas risonhos, que circulam pelas ruas da cidade, sozinhos ou em grupos, e conhecem os monumentos históricos. Há aqueles que trazem na mala os problemas caseiros e não conseguem “desligar” nem nos dias de férias. Como há ainda os que, por um motivo ou outro, fracassam ao tentar contornar os próprios infortúnios – e esses tornam-se maiores que o saco da alma. O agravante é quando os problemas transbordam e a pessoa sente-se incapacitada de enfrentá-los. Sábado passado um turista deu uma triste prova disso e tirou a própria vida em plena cúpula do Reichstag, a sede do parlamento alemão. Foi o primeiro – e espero que último – caso de suicídio nesse monumento.
O cidadão tinha 45 anos, era de Soligen, uma cidade alemã localizada na Renânia do Norte (de onde vêm aquelas famosas tesouras e descascadores de alimentos), e visitava Berlim com um grupo de viagem. De repente, quando estavam no terraço da cúpula, de onde se tem uma visão panorâmica da cidade, ele desvinculou-se dos companheiros e, na frente de todos, pulou para o pátio interno, que fica no térreo do edifício. Teve morte instantânea. A polícia afirmou que está fora de cogitação ter sido um acidente. Depois disso, o Reichstag ficou fechado para visitação nesse fim de semana.
foto: o Reichstag (de Svetlana Boo). Leiam "Raichstag".
3 ♫ abriram o bico ♫:
que morbido...e o cara foi logo escolher um lugar tao turistico. Queria ter seu ultimo segundo de fama. Bjs!
Concordo com você Mi. E ainda acho que, mais do que o segundo de fama, ele queria morrer com estilo. Lamentável alguém por fim a vida assim enquanto tem gente lutando para manter a sua. Beijos!!!
Vocês imaginem a cena: um dia primaveril ensolarado, o Reichstag - um dos monumentos mais visitados pelos turistas - cheio de gente (aqueles que já estavam dentro do edifício e ainda os que esperavam pela vez na fila, do lado de fora) e, de repente, acontece uma coisa dessas: um suícidio "público". É chocante. E lamentável: ele não teve um minuto sequer de glória. Tornou-se apenas mais um anônimo a engrossar as estatísticas sombrias. Bjs.
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