quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Frio polar


Olhem como está Berlim! Parecendo a Groelândia. Mas pelo menos o sol já deu o ar de sua graça, embora minguadésimo. Foram 15 dias consecutivos de céu permanentemente nublado. Um recorde. E a temperatura só tem despencado: essa semana os termômetros marcaram fantásticos 17 graus abaixo de zero - e a previsão é que chegue a 20 graus negativos! É mole???


fotos: 1ª, dpa e 2ª, ddp.

domingo, 10 de janeiro de 2010

E tome neve!


Neva e neva aqui em Berlim, para deixar qualquer urso polar, como Knut aí na foto, na maior felicidade. Para nós, pobres humanos, a afundar os pés num fofo tapete gelo todas as vezes que um precisa ou se aventura a sair de casa, esse frio pode ser menos divertido. Mas continua sendo bonito de ser ver, isso com certeza. As duas fotos abaixo foram tiradas da janela da minha sala. Essa é a vista que tenho.


fotos: 1ª (dpa) Knut no seu elemento; 2ª e 3ª, privadas.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Trânsito seguro


Berlim pode não ter boas pernas a nível financeiro, mas pelo menos no que se refere ao trânsito, a cidade cuida bem das canelas dos seus moradores. Segundo dados da polícia, todos os anos o número de acidentados no trânsito só tem caído e em 2009 Berlim bateu, inclusive, o próprio recorde: 48 mortes foram ainda registradas, enquanto em 2008 a tabela apontava 59 casos, em 1999 até 103 e na década de 70, notórios 300 mortos por ano. É um declínio nos gráficos que alegra a todos. Mesmo assim, 19 pedestres (a maioria do grupo de "alto risco": os aposentados), nove ciclistas, onze motoqueiros e nove motoristas perderam a vida pelas ruas da cidade.


Mas ainda dentro desta estatística, Berlim - com seus 14 mortos por um milhão de moradores - é considerada a cidade mais segura da Alemanha. Isso deve-se, por um lado, à melhoria técnica nos veículos, bem como a adoção sistemática de várias medidas, como airbags na maioria dos carros e obrigatoriedade de cintos de segurança e capacetes, que minimizaram os riscos de ferimentos graves ou fatais. Por outro lado, reflete também como os dados são apresentados: só entrou para o rol aqueles que no período de 30 dias morreram no hospital em decorrência do acidente. Quem faleceu apenas no 31º dia ficou fora da lista e, portanto, não entrou mais nas estatísticas. De qualquer forma, esse é um ponto a mais para a cidade. O berlinense pode estufar o peito e dizer que aqui, sim, o trânsito é um dos mais seguros do mundo.

Mais sobre o tema aqui

Fotos: 1ª (Stumpe photos4you - berlin-photos.de), trânsito na Friedrichstraße e na Französische Straße (Mitte); 2ª (Berliner Morgenpost), trânsito na Leipziger Straße (Mitte).

sábado, 2 de janeiro de 2010

A escorregada da festa


Os fogos artificiais do réveillon mal cessaram e as críticas à festa de rua mais famosa da cidade, em frente ao Portão de Brandemburgo, já começaram a pipocar. Esperava-se mais de um milhão de pessoas para o evento, mas segundo os dados oferecidos pela polícia, apenas 210 mil compareceram. Diga-se de passagem, um batalhão considerável de "valentes", porque passar horas batendo o queixo, tamborilando com os dentes, com os pés afundados num fofo tapete de neve, não é façanha para qualquer um. Tinha que estar muito deslumbrado por Berlim ou muito esperançoso de que o rimbombar das raquetes espantassem qualquer fantasma de gripe, inclusive a suína, que aqui e ali, embora raramente, ainda faz a sua ronda.


E para ver o quê? De acordo com a crítica de alguns políticos estampada nos jornais locais, um showzinho mixuruca com meia dúzia de músicos de qualidade duvidosa. Enquanto o Time Square de Nova Yorque foi sacudido pelos embalos de uma Jennifer Lopes, o Portão de Brandemburgo parecia cochilar tentando imitar uma atmosfera de praia, com seus 7 graus negativos! E no final restou um uníssono entre políticos e público: o programa deixou a desejar, faltou classe à festa. Tja, conseguir nível pode não ser barato, mas é possível se se investir numa programação de qualidade. Difícil mesmo é contar com a boa vontade do tempo, em pleno inverno europeu. Mas se é pra congelar na virada do ano, todos parecem concordar: pelo menos ao som de algo que não "quebre os cristais" dos ouvidos. Porque além de ficar com os dedos duros, ter uma "congestão" nos tímpanos, é uma situação que cada vez menos pessoas querem enfrentar.

Mais sobre o tema aqui

Fotos: 1ª e 2ª(dpa), réveillon no Portão de Brandemburgo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010